Entrevista Henry Jaepelt

Por Fabio da Silva Barbosa

Publicando desde os anos 80, Henry Jaepelt já colaborou com zines daqui, da Argentina, EUA, Alemanha, Dinamarca, Croácia, Finlândia, Espanha, Portugal… tanto com HQs como com ilustrações soltas ou capas. Em 1991 publicou três adaptações para quadrinhos de sons metal na Rock Brigade ( CAN I PLAY WITH MADNESS, do Iron,  ALTERED STATE, do Sepultura e BLOOD RED, Slayer), capas de livros, demo-tapes, CDs etc….

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 Desenhar:

Pra mim, é uma experiência de desligar o mundo exterior. Pego uma meia dúzia de CDs, boto o fone de ouvido e vou me divertindo conforme as coisas vão rolando. De certa maneira, pode até ser terapia. hehehehe.

 A caminhada:

Comecei a contatar zines lá por 85 ou 86 e a publicar a partir de 1987, num jornal alternativo daqui do estado – o CONTRACORRENTE (Brusque – SC), que passeava pela cena musical alternativa em geral. Depois, os zines LEGENDA (Joacy JAmys), MANY COMICS (Élbio Porcellis) e tal… Em 88 nós juntamos um pessoal e começamos a lançar zines mais volumosos em parceria. Sempre procurei colaborar com a maior quantidade possível de pessoas que entrava em contato comigo por carta (na época era o que nos conectava, né?). Claro que pela quantidade de contatos e pelo tempo reduzido que sempre tinha à minha disposição, isso às vezes demorava. Sempre preferi fazer algo especialmente para cada pessoa, sem ficar repetindo os mesmos desenhos, as mesmas HQs – algumas pessoas faziam 2 ou 3 hqs e mandavam cada uma pra 15, 20 zines. Repetecos desnecessários, diante da grana e dedicação investidos por cada faneditor, certo? Ou, pelo menos, minha opinião sobre o assunto…
Acho que a falta de interesse financeiro dos zines, a vontade de fazer por curtir, pelo amor a atividade ou aos desenhos, ideias, etc … isso é que move as colaborações, isso é que nos convence a não encerrar atividades, etc e tal.

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Capa feita por Henry e Maria Jaepelt para o livro ANTOLOGIA AO DELÍRIO, de Giselle de Andrade Bayan

 O zine como meio de comunicação:

Honesto, sincero e sem preocupação com motivações de outra ordem que não sejam as dos ideais de seus editores ou colaboradores. É uma ferramenta e ao mesmo tempo um pusta laboratório para inúmeras coisas – basta querer fazer!!

 Projetos futuros:

Sou modesto quanto a isso. Fico na minha, vou fazendo minhas coisas… Planejo juntar uns materiais para uma coletânea a sair em breve e também um novo zine para TALVEZ lançar este ano em Porto Alegre… Vamos ver como as coisas caminharão até lá. Estou torcendo para que caminhem a contento… Nos vemos lá!!!!

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Capa do zine Reboco Caído feita por Henry Jaepelt

 Contatos:

hj-eulenspiegel@hotmail.com