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	<title>Quadrinho.com &#187; Fabio da Silva Barbosa</title>
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	<description>Uma Nação sem Fronteiras - No ar desde 1998</description>
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		<title>Uma entrevista suja</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Mar 2013 02:44:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio da Silva Barbosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Fabio da Silva Barbosa Vamos para mais uma entrevista com a rapaziada do lado B dos quadrinhos. Hoje, a troca de ideias é com Cristiano Onofre, criador dos “quadrinhos mais sujos da face da Terra” O que são &#8220;Os quadrinhos mais sujos da face da Terra&#8221;? O nome começou como uma brincadeira com o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fabio da Silva Barbosa</p>
<p>Vamos para mais uma entrevista com a rapaziada do lado B dos quadrinhos. Hoje, a troca de ideias é com Cristiano Onofre, criador dos “quadrinhos mais sujos da face da Terra”</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2013/03/554256_496687710363591_282865842_n.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1748" alt="554256_496687710363591_282865842_n" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2013/03/554256_496687710363591_282865842_n-300x300.jpg" width="300" height="300" /></a></p>
<p>O que são &#8220;Os quadrinhos mais sujos da face da Terra&#8221;?</p>
<p>O nome começou como uma brincadeira com o fato de sempre sujar demais quando desenho. Sujo o papel e sujo a mim mesmo. Com o passar do tempo, colocar esse nome na série acabou se tornando uma justificativa pra eu não me preocupar nunca mais com a estética da coisa, mas sim com o resultado e com o desabafo que está colocado ali. O nome tornou fazer quadrinhos algo mais confortável pra mim, eu acho. Fora o fato de que as situações e sentimentos que são retratados nos quadrinhos que eu faço são, em maioria, sujos.</p>
<p>Há pouco tempo você fez uma série de viagens para divulgar esse trabalho.</p>
<p>Foi o melhor momento da minha vida. Passei 2012 e início de 2013 inteiros viajando por todo o Brasil (e também uma tour no Uruguai) pra divulgar o meu livro de contos, &#8220;Câmera Lenta&#8221;, e no meio do caminho acabou surgindo a série &#8220;Os quadrinhos mais sujos da face da Terra&#8221;. Tudo sempre sendo exposto em todos os lugares pra onde fui, colando na parede com fita adesiva mesmo, bem d.i.y. e preguiçoso.<br />
Mas o melhor de tudo foi ter conhecido tanta gente maravilhosa, tantos contatos incríveis e amizades que vão durar pro resto da vida. Isso não tem preço, mesmo que eu tenha passado por alguns perrengues durante as turnês, eu aceitaria fazer tudo de novo e de olhos vendados.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2013/03/602685_475330232503013_939062776_n.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1747" alt="602685_475330232503013_939062776_n" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2013/03/602685_475330232503013_939062776_n-300x225.jpg" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Qual a sua principal intenção ao fazer um quadrinho?</p>
<p>Meus quadrinhos são muito pessoais. Quando faço uma tirinha, nunca penso em quem posso estar atingindo ou em nome de quem estou falando. Tudo o que faço ali é sempre uma representação gráfica de mim, dos meus sentimentos&#8230; fico até espantado com o número de pessoas que se identificam com aquilo.<br />
O número de pessoas perdidas pelo mundo esperando que alguém dê voz as angústias é gigante e não consigo me enxergar como alguém que dá essa voz, não sei&#8230; É tudo tão complicado.<br />
Eu sempre recebo mensagens na página com pessoas dizendo que se identificam, que gostam dos quadrinhos. Fico lisonjeado com isso. Não é simplesmente uma forma de me comunicar com pessoas que admiram o que eu faço, mas é, acima de tudo, uma forma de me comunicar com pessoas que sentem as mesmas coisas que eu sinto.</p>
<p>Existem outros projetos?</p>
<p>No momento estou trabalhando em um livro de quadrinhos que deve sair no fim desse ano, pela Prego (para quem não conhece, sugiro conhecer: revistaprego.blogspot.com). Também estou escrevendo um novo livro de contos, que não faço a mínima ideia de quando será lançado. Pra ser sincero, sou bem relaxado com isso de datas. Prefiro deixar tudo fluir sem prazos. &#8220;Trabalho&#8221; melhor assim.</p>
<p>Para a rapaziada que tá com os desenhos engavetados em casa e não sabe o que fazer com eles:</p>
<p>Bem, caso a sua vontade seja não mantê-los engavetados, sugiro que comece a divulgar imediatamente. A internet, por exemplo, é uma puta arma que nós temos e devemos saber usá-la a nosso favor.<br />
Façam blogs, páginas, sites, páginas no facebook, o que quer que seja, mas façam. Colem seus desenhos nos muros, façam pichações, vírus, pragas de imagens, infestem o mundo com suas ideias. Por favor, o mundo precisa de ideias.</p>
<p>E obrigado, Fabio, por essa entrevista suja.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>ENTREVISTA COM MARCIO BARALDI</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Oct 2012 11:43:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio da Silva Barbosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Fabio da Silva Barbosa Quadrinhos e rock. Uma mistura explosiva muito bem administrada por esse verdadeiro alquimista dos traços. Com vocês&#8230; Marcio Baraldi! Como nasceu essa mistura de rock com HQs? Isso nasceu espontaneamente. Desde que me conheço por gente eu gosto de gibis e de rockn&#8217;roll, eu passei minha infância e parte da [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por Fabio da Silva Barbosa</p>
<p>Quadrinhos e rock. Uma mistura explosiva muito bem administrada por esse verdadeiro alquimista dos traços. Com vocês&#8230; Marcio Baraldi!</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1409" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/10/bara2-300x162.jpg" alt="" width="300" height="162" /></p>
<p>Como nasceu essa mistura de rock com HQs?</p>
<p>Isso nasceu espontaneamente. Desde que me conheço por gente eu gosto de gibis e de rockn&#8217;roll, eu passei minha infância e parte da adolescência enchendo cadernos com desenhos do Kiss ,do Queen, dos Stray Cats e outras bandas. Aí quando o negócio virou profissão mesmo, lá pros 14 anos, eu passei a fazer isso pra valer. No final dos anos 80 eu fazia o personagem &#8220;Johnny Bastardo&#8221; pro jornal &#8220;Rocker&#8221;, lá do ABC paulista, onde eu nasci. Depois, em janeiro de 1996, criei o &#8220;Roko-Loko e Adrina-Lina&#8221; pra revista &#8220;Rock Brigade&#8221;, que fez muito sucesso, ,virou video-game, bonecos, camisetas e quatro livros até o momento. Com o sucesso do Roko, vazei pra mais um monte de revistas como: Roadie Crew, Comando Rock, Dynamite, Valhalla, Rock Underground, Metalhead, Rock Forever,  Headbanger Magazine(Equador), MetalHeart (Portugal) e outras. Ou seja, no auge desse mercado trabalhei pra praticamente TODAS as revistas de rock do Brasil e posso afirmar que a gente teve a melhor imprensa roqueira do mundo! Tanto em quantidade como em qualidade. Hoje há menos revistas nas bancas,mas continuo contribuindo com todas.</p>
<p>E dos quadrinhos você foi para os games, vídeos&#8230; Como foi essa jornada?<br />
Foi consequência natural. Quando você cria um personagem que começa a conquistar um público, você tem que oferecer produtos para esse público. Primeiro foram os livros, depois camisetas, bonecos e cheguei ao game &#8220;Roko-Loko no Castelo do Ratozinger&#8221;, que foi o primeiro game rockn&#8217;roll 100% nacional. Até a trilha sonora desbundante era nacional, feita pela super banda Exxótica. Agora ataquei de diretor de cinema e lancei o documentário &#8220;Ao Mestre com Carinho&#8221;, sobre o Rodolfo Zalla, um dos maiores mestres da HQ nacional.Minha vontade no momento é recuperar o passado da HQ brasileira com documentários que contem a história da melhor fase que o quadrinho brasileiro teve que foram os anos 60 ,70 e 80.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/10/Zalla_Baraldi_divulgacao.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1410" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/10/Zalla_Baraldi_divulgacao-300x235.jpg" alt="Zalla e Baraldi" width="300" height="235" /></a></p>
<p>Além do rock você tem passagens pelas charges políticas, pelo grafite e até andou tirando um som por aí. Conte um pouco desse Baraldi múltiplo.<br />
Eu toquei em bandas quando era moleque e também fui grafiteiro, mas nunca fui profissional em nenhuma das duas coisas. Tanto que chegou uma hora que eu parei com tudo, entrei na faculdade e me dediquei só ao desenho, que foi onde eu virei profissa e construí minha vida. Mas eu ainda tenho baixo, guitarra e teclado guardados lá em casa. Mais pra frente, quando eu tiver tempo, volto a pega-los. A música tá no sangue e tocar um instrumento faz um bem danado pra alma. Quanto as charges políticas, eu faço isso a vida inteira e vou morrer fazendo, porque eu gosto de política e porque no Brasil o cartunista tem que ser polivalente, ou seja, fazer charges, cartuns, quadrinhos, tiras, ilustrações , caricaturas e o que mais aparecer pela frente.</p>
<p>Uma referência indispensável:<br />
O Punk Rock e seu lema &#8221; Do it Yourself!&#8221;, que virou meu lema de vida e me ensinou a confiar no meu próprio taco, fazer as coisas do meu jeito, ter opinião própria e ser independente sempre. E, claro, não me importar com os escrotos que sempre tem em qualquer lugar (Never mind the bollocks).</p>
<p>O que você destacaria na produção cultural contemporânea?<br />
Não sei dizer nomes, mas enquanto tiver uma galera revoltada, querendo mudar o mundo através dos quadrinhos, do teatro, do cinema, da música , etc, eu vou aplaudi-los e renovar minhas esperanças.Se só sobrarem os bunda-moles , fúteis e alienados, eu vou ficar, como diria o saudoso IRA!, bem &#8220;longe de tudo!&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/10/bara3.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1411" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/10/bara3-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p>E as novidades? O que está por vir deste inquieto Baraldi?<br />
Agora eu tô olhando pro passado, não no sentido nostálgico, mas querendo resgatar a história dos grandes mestres dos Quadrinhos Brasileiros. Uma história que não foi devidamente contada e que as novas gerações não conhecem, não sabem quem são ou foram. Minha vontade agora é fazer documentários do Eugênio Colonnese, Shimamoto, Fernando Ikoma e outros da geração Taika/Edrel. Vamos ver se tudo dá certo como deu com o Zalla, que rendeu um ótimo DVD. Quem não tem ainda, faça um favor pra si mesmo e compre na www.comix.com.br</p>
<p>Arte ou entretenimento?<br />
Acho que arte é justamente pra ser entretenimento e cultura pra população. Senão, pra que serve a arte? Os museus e galerias têm que ser lugares frequentados por gente de todas as idades e condições sócio-econômicas. Arte é pra ser ensinada nas escolas desde o pré-primário, tanto pra produzi-la quanto pra apreciá-la. Se todo mundo fosse bem educado, inclusive através da arte, com certeza a gente não estaria ouvindo &#8220;tchus&#8221; e &#8220;tchas&#8221; nas rádios, nem vendo um monte de lixo na TV todo dia. Os próprios quadrinhos poderiam ser mais divertidos e menos violentos e neuróticos. Enfim, o nível exigido e praticado seria outro.</p>
<p>Arte é revolução?<br />
Arte é educação, comunicação, política e cultura. E tudo isso tirou a gente das cavernas e continua fazendo a gente evoluir. Portanto, arte é permanentemente (r)evolucionária.</p>
<p>E revolução é evolução?<br />
Revolução é evolução com um &#8220;R&#8221; de rebeldia na frente.</p>
<p>O fechamento é com você. Manda bala:<br />
BANG, BANG,BANG!<br />
Mate a injustiça e a ignorância e o mundo será melhor!</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/10/bara1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1412" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/10/bara1-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center">Visite o site do Baraldão: www.marciobaraldi.com.br</p>
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		<title>Denilson Reis &#8211; 25 anos de quadrinhos</title>
		<link>http://www.quadrinho.com/2012/2012/08/denilson-reis-25-anos-de-quadrinhos/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Aug 2012 23:25:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio da Silva Barbosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por: Fabio da Silva Barbosa Denilson Rosa dos Reis, professor de História, guitarrista de blues e fanzineiro. Editor do fanzine Tchê desde 1987. Publica as revistas Quadrante Sul e Peryc, O Mercenário. Ganhador do Troféu Risco em 1988, com o fanzine Tchê, e do Prêmio DB Artes em 2010, com a revista Quadrante Sul. Publicou [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por: Fabio da Silva Barbosa</p>
<p>Denilson Rosa dos Reis, professor de História, guitarrista de blues e fanzineiro. Editor do fanzine Tchê desde 1987. Publica as revistas Quadrante Sul e Peryc, O Mercenário. Ganhador do Troféu Risco em 1988, com o fanzine Tchê, e do Prêmio DB Artes em 2010, com a revista Quadrante Sul. Publicou no livro Raízes de Alvorada em 2006, textos sobre a História de Alvorada/RS.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/2012/08/04/denilson-reis-25-anos-de-quadrinhos/299003_103923999715787_1673884047_n-2/" rel="attachment wp-att-965"><img class="aligncenter size-medium wp-image-965" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/08/299003_103923999715787_1673884047_n1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Como foi o início da relação com os zines?<br />
Foi através dos quadrinhos de super-heróis Marvel. Depois de assistir o filme do Conan, comecei a ler quadrinhos. Um cara do Maranhão me convidou para entrar no seu fã-clube depois de ver minha carta numa revista da Editora Abril. Ele editava um ‘jornalzinho’, que depois ficamos sabendo ser um fanzine. Na sequência o cara começou a incentivar uma galera a fazer o seu próprio zine e acabei, em dezembro de 1987, lançando o Fanzine Tchê 01, com capa de Henry Jaepelt e HQ escrita por mim e desenhada pelo argentino Isaac Hunt. Isto há 25 anos! Em tempo, o cara que mencionei e responsável pelo meu início nos fanzines foi o fantástico Joacy Jamys, figura mítica dos fanzines no Brasil. Fui o primeiro com quem ele fez contato fora do Maranhão.</p>
<p>E com os quadrinhos?<br />
Como falei acima, depois que assisti ao filme Conan &#8211; O Bárbaro, em uma reprise no cinema (Isto mesmo, numa época em que aparelho de vídeo K7 era raridade, os cinemas reprisavam filmes que viraram Cult pelo público), descobri que o personagem era oriundo dos quadrinhos (mais tarde fiquei sabendo que era dos ‘pulp’) e comecei a ler a revista A Espada Selvagem de Conan. Virei fã do Conan (tanto que hoje tenho todas as revistas do personagem publicadas no Brasil), mas fui além. Comecei a ler outras HQs da Marvel e depois DC Comics. Quando comecei com os fanzines descobri o quadrinho nacional e virei militante, defendendo as HQs produzidas no Brasil.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/2012/08/04/denilson-reis-25-anos-de-quadrinhos/405988_279450272163158_256242035_n/" rel="attachment wp-att-967"><img class="aligncenter size-medium wp-image-967" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/08/405988_279450272163158_256242035_n-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a></p>
<p>Como foi a transformação do Quadrante Sul zine para revista?<br />
Na real a Quadrante Sul já nasceu como revista. No final da década de 1980, eu editava o fanzine Tchê, Alex Doeppre, o fanzine Antimatéria, e o Gervásio Santana, o fanzine Estilo. Todos eram zines ‘papel xerox’ e a Quadrante Sul seria uma publicação impressa em gráfica, além de ‘remunerar’ os desenhistas com exemplares da revista. Claro que o que conseguimos naquela época foi uma impressão em off-set com capa em duas cores, ou seja, tudo bem limitado. 20 anos depois, já adultos e com alguma reserva financeira para bancar uma revista com capa colorida e impressa em gráfica com alto padrão de qualidade, retomamos a revista. Além disso, buscamos retomar também alguns personagens que havíamos criado na época em que publicamos nossos primeiros zines e os números 1 a 3 da Quadrante Sul. Foi um ‘revival’ que curtimos muito e logo estaremos dando continuidade.</p>
<p>O panorama atual dos quadrinhos:<br />
Os quadrinhos estão bem diferentes da época em que comecei a colecionar. As revistas estão mais produzidas graficamente e temos uma opção grande de publicações e estilos. O preço é que anda bastante salgado, o que faz as tiragens caírem bastante. Hoje seleciono bastante o que vou comprar, tanto que não tenho mais uma coleção mensal. A única exceção é a revista Vertigo. Quanto ao quadrinho nacional, temos visto ótimas obras, a maioria nas livrarias e revistarias especializadas. Sinto a falta de ir numa banca para comprar um gibi com diversidade de autores brasileiros.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/2012/08/04/denilson-reis-25-anos-de-quadrinhos/527098_261497593958426_796868528_n9/" rel="attachment wp-att-968"><img class="aligncenter size-full wp-image-968" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/08/527098_261497593958426_796868528_n9.jpg" alt="" width="299" height="127" /></a></p>
<p>O que é indispensável em um quadrinho?<br />
Um personagem marcante é fundamental! A história tem que ser bem estruturada e com uma compreensão fácil, onde o leitor consiga acompanhar o roteiro sem ter que retomar a leitura após cinco ou seis páginas. Quadrinho é divertimento, mesmo que o enredo seja denso, crítico ou existencial. O desenho chama bastante a atenção, mas uma HQ sem um roteiro bem escrito não fica na nossa memória.</p>
<p>Um personagem inesquecível:<br />
Conan, sem dúvida nenhuma! Robert E. Howard foi iluminado ao criá-lo. É o tal personagem marcante que falei acima.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/2012/08/04/denilson-reis-25-anos-de-quadrinhos/527098_261497593958426_796868528_n0/" rel="attachment wp-att-969"><img class="aligncenter size-full wp-image-969" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/08/527098_261497593958426_796868528_n0.jpg" alt="" width="299" height="127" /></a></p>
<p>Considerações finais:<br />
Aquele tradicional agradecimento ao Fabio pelo espaço e a você que leu estas minhas poucas palavras. Leia muito quadrinho ou o que você curte, faça zines, mantenha contato com as pessoas, curta a vida!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rafael Campos Rocha e seu “escracho ignóbil e malicioso&#8221;</title>
		<link>http://www.quadrinho.com/2012/2012/06/rafael-campos-rocha-e-seu-escracho-ignobil-e-malicioso/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Jun 2012 19:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio da Silva Barbosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por: Fabio da Silva Barbosa Rafael Campos Rocha é o nome de mais essa grande revelação do quadrinho nacional. Além de produzir para grandes veículos de comunicação, ainda atua com blogs e zines ( http://rafaelcamposrocha.blogspot.com). Atualmente ele está lançando o livro “Deus, essa gostosa” e já tem planos para um próximo. Fala aí, Rafael. Conta [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por: Fabio da Silva Barbosa</p>
<p><em>Rafael Campos Rocha é o nome de mais essa grande revelação do quadrinho nacional. Além de produzir para grandes veículos de comunicação, ainda atua com blogs e zines ( <a href="http://rafaelcamposrocha.blogspot.com" target="_blank">http://rafaelcamposrocha.blogspot.com</a>). Atualmente ele está lançando o livro “Deus, essa gostosa” e já tem planos para um próximo. Fala aí, Rafael. Conta para o pessoal.</em></p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/ilustraDeus042.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-430" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/ilustraDeus042-300x252.jpg" alt="" width="300" height="252" /></a></p>
<p><strong>Deus, essa gostosa: Como foi a construção dos personagens e a criação das primeiras histórias?</strong><br />
A primeira aparição de Deus foi em uma série de 4 pequenas histórias baseadas em textos apócrifos sobre Cristo. A série tinha o pernóstico nome de Tetralogia Cruciforme e, por sua vez, fazia parte de um fanzine digital que enviava para uma lista de e-mails desde 2007. Voltando ao personagem, como eu disse, Deus &#8220;cresceu&#8221; na história um pouco à minha revelia. Terminada a série de histórias sobre Cristo, resolvi fazer uma outra série de 4 histórias, dessa vez com Ela como protagonista. Desde a primeira aventura solo já se chamava &#8220;Deus, essa gostosa&#8221;, que foi o nome mais escandaloso, irritante e debochado que me ocorreu. Essa série foi responsável pelo meu ingresso na imprensa com mais assiduidade. As 4 histórias foram publicadas pela Piauí e a Folha de São Paulo passou a me chamar para criar cartuns para o caderno Ilustríssima.<br />
Sobre a construção do personagem, acho que sua personalidade já estava pronta desde a sua primeira aparição, lá nas histórias sobre Cristo. A ideia era fazer um Deus oposto ao Deus da Civilização. Esse Deus, como sabemos, é masculino, solar, autoritário, auto-consciente, caucasiano, agressivo, nacional e calcado na tradição e na Cultura. Portanto, eu queria um Deus feminino, noturno, pacífico, contra-cultural, irracional, não-ocidental etc. O que já expressa minha opinião sobre coisas como o Estado-Nação, a Civilização Ocidental, a Verdade e a Cultura. Para mim, são todos pretextos para o imperialismo, o roubo, a exploração e o estupro. Sem mais.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/PARAISO10-copia1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-433" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/PARAISO10-copia1-291x300.jpg" alt="" width="291" height="300" /></a></p>
<p><strong>E a reação do público? O que o pessoal tem achado das aventuras de Deus?</strong></p>
<p><strong></strong>Olha, meus amigos se divertem e a lista de pessoas que pedem para receber os e-mails vem crescendo. Muitos leitores do jornal também tornaram-se leitores do zine mensal, mas, é claro, muita gente detesta. O trabalho foi chamado de &#8220;um escracho ignóbil e malicioso&#8221; em uma carta muito divertida que o jornal recebeu e, volta e meia recebo algum e-mail dizendo que vou arder no fogo do Inferno. Enfim, as pessoas que gostam, gostam porque Ela é Deus, criadora da Vida e do Universo, e é mulher, negra, sexuada, amante de bebidas fortes, punk-rock feminista e futebol argentino. E as pessoas que detestam, detestam justamente por esses mesmos motivos.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/Deus-essa-gostosa-0511.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-431" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/Deus-essa-gostosa-0511-234x300.jpg" alt="" width="234" height="300" /></a></p>
<p><strong>Além da divulgação pela internet, quais outros meios você tem usado para fazer suas histórias chegarem aos leitores?</strong><br />
Bom, ela aparece de 15 em 15 dias no caderno ilustríssima, da Folha de São Paulo. Já esteve na revista Piauí, na revista especializada Graffiti 76°/ quadrinhos, na revista + Soma, além de aparições em outras revistas independentes. Estou fazendo duas histórias para a revista Samba, também especializadas em quadrinhos. E acabei de lançar um livro pela Cia das Letras, com uma história de umas 70 páginas.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/PARAISO17-copia.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-426" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/PARAISO17-copia-291x300.jpg" alt="" width="291" height="300" /></a></p>
<p><strong>Há pouco tempo aconteceu o lançamento do seu trabalho em São Paulo.</strong><br />
Sim, é justamente esse livro, publicado pela cia.das Letras que acabei de lançar. Se chama &#8220;Deus, essa gostosa&#8221; e é uma história com 70 e tantas páginas em que conto uma semana da vida de Deus. Nessa semana, podemos conhecer sua rotina como dona de um sex-shop, seu lazer, quase sempre ligado aos bares e restaurantes (Deus adora uma cerveja com os amigos), sua paixão recalcada por Satã, Senhor dos Infernos, seu exercício diário com o jovem Eder Jofre, sua transmutação em predadores e presas africanas e sua paixão pelo futebol.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/Deus-essa-gostosa-0211.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-432" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/Deus-essa-gostosa-0211-211x300.jpg" alt="" width="211" height="300" /></a></p>
<p><strong>E virão novas aventuras por aí?</strong><br />
Já estou desenhando outra história, que deve ter umas 80 páginas. E tenho outro roteiro iniciado. Uma editora de Recife, a &#8220;livrinho de papel finíssimo&#8221; está preparando uma coletânea. E continuo fazendo minha tira para a Folha e histórias independentes para revistas especializadas em quadrinhos.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/Deus-essa-gostosa-056.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-423" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/Deus-essa-gostosa-056-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>Entrevistando o Otacílio Assunção, o Ota</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jun 2012 14:15:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio da Silva Barbosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antigo editor da revista MAD Brasil e autor dos Relatórios Ota fala sobre quadrinhos e o filme que farão sobre sua vida.  Otacílio Assunção, o fantástico Ota, foi super receptivo ao meu convite para esta entrevista. O resultado não poderia ser melhor. Curtam esse bate papo, aproveitando para conhecer um pouco mais desta carismática figura. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/ota-00.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-323" title="ota-00" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/ota-00.jpg" alt="" width="372" height="172" /></a></p>
<p>Antigo editor da revista MAD Brasil e autor dos Relatórios Ota fala sobre quadrinhos e o filme que farão sobre sua vida.</p>
<p><span id="more-319"></span> Otacílio Assunção, o fantástico Ota, foi super receptivo ao meu convite para esta entrevista. O resultado não poderia ser melhor. Curtam esse bate papo, aproveitando para conhecer um pouco mais desta carismática figura.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/ota-01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-320" title="ota-01" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/ota-01.jpg" alt="" width="341" height="454" /></a></p>
<p>- Quais os principais fatos desses 40 anos de carreira?<br />
Acho que o que me tornou conhecido mesmo foi o Relatório Ota, que comecei a publicar na segunda série da Mad, mas acho importante a fase das revistas de terror da Vecchi. Durou só uns 4 anos, mas muita gente importante no cenário das HQs apareceu ali. Eu acho que fiquei na Mad tempo demais. Deveria ter pulado fora quando a Record parou de publicar no ano 2000. Mas acho que a parte mais importante está começando agora. Só que os quadrinhos estão ficando num plano menor.</p>
<p>- E com a chegada da internet e das novas tecnologias, o que mudou na vida do Ota?<br />
Acho que fui, se não o primeiro, um dos primeiros cartunistas brasileiros a ter um site na internet. Assim que ela começou a se popularizar (no Brasil, por volta de 1996) entrei e não saí mais. Comecei a sentir que o futuro estava aí. Que em algum momento o papel iria acabar e ser substituído pela tela e que, como nos livros e jornais das histórias do Harry Potter, as imagens poderiam se mexer. Comecei a me movimentar nesse sentido. Hoje, eu estou produzindo games para crianças. É uma linguagem que me fascina.</p>
<p>- Você está vivendo uma fase onde muitas coisas estão acontecendo e entre estes acontecimentos está seu relacionamento com o cinema. Depois do &#8220;Malditos Cartunistas&#8221;, um filme sobre sua trajetória está a caminho.<br />
Um amigo de longa data, o Franz Valla, falou que eu merecia virar tema de um documentário. Iria ser um curta, mas quando ele falou do projeto pra Tatiana Issa, ela se encantou e disse que ela mesma, junto com o Raphael Alvarez, iria dirigir o filme e que seria um longa. Depois do avassalador sucesso de crítica do filme Dzi Croquettes, eles estavam procurando um assunto para o segundo filme e sentiram que podia ser esse&#8230; Isso foi a melhor notícia que recebi em 2010. Não é qualquer um que vira tema de filme da Tatiana Issa. Fiquei nas nuvens. Ela não é só um rostinho bonito e tem uma força espiritual fora do comum. Com a escolha do Igor Cotrim pra fazer o meu papel nas dramatizações a coisa ficou mais consistente ainda. Mas se engana quem pensa que esse vai ser apenas mais um documentário sobre quadrinhos como o &#8220;Malditos&#8221;. É muito mais. Claro que os quadrinhos vão estar presentes o tempo todo, mas será um filme para todo mundo ver, não só os fanáticos por quadrinhos. Ouso dizer que esse filme vai mudar também o conceito de documentário.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/ota-02.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-321" title="ota-02" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/ota-02.jpg" alt="" width="600" height="510" /></a></p>
<p>- E o lançamento do segundo volume do Relatório Ota?<br />
A série dos Relatórios continua. Será uma coleção enorme. Estou colocando no liquidificador tudo que fiz na época da Mad e adaptando pros dias de hoje. Na verdade, não é um livro de quadrinhos, mas um gênero novo, que pode ser classificado como &#8220;literatura desenhada&#8221;. Mas o ritmo das livrarias é mais lento. Está demorando mais a acontecer do que eu queria.</p>
<p>- O que está acontecendo de interessante no mundo dos quadrinhos?<br />
Está havendo uma transição. Os quadrinhos deixam de ser um produto de massa e viram uma coisa cult. Parei um pouco de acompanhar porque é difícil separar o joio do trigo. Ao mesmo tempo que tem coisas geniais, como o Neil Gaiman e a Marjane Satrapi, tem muita porcaria sendo lançada.</p>
<p>- Loucura ou sanidade?<br />
Bom, normal eu não sou, né? Não sou exatamente louco, mas tendo a ser classificado assim porque fujo dos padrões. Mas, é claro que não regulo bem da bola.</p>
<p>- Santidade ou pecado?<br />
Nem um nem outro. Não sou santo, mas não chego a ser pecador. Na verdade, tenho um código de princípios muito forte.</p>
<p>- Público ou privado?<br />
A privacidade é uma coisa que não existe mais nos dias de hoje. Antes era só Deus que via tudo, agora é o dono do Google.</p>
<p>- Ota no momento da criação:<br />
As ideias vêm o tempo todo. Ando com um bloquinho no bolso do colete e anoto tudo. Mas, na hora que preciso produzir para cumprir algum prazo, elas vêm do mesmo jeito.</p>
<p>- Aquele garoto que está começando a fazer seus primeiros rabiscos e sonha em conseguir viver de seus futuros desenhos. O que dizer para ele?<br />
No meu tempo, havia mais veículos impressos, então, um garoto de 17 anos podia chegar na redação de um jornal e no dia seguinte sua tira estar sendo publicada&#8230; Eu sei que tive muita sorte, mas antes era mais fácil. Hoje não tem essa sopa. Entretanto, há a possibilidade de publicar na internet. O problema é se sobressair na multidão. O conselho que dou é: Se o garoto, ou garota, quer mesmo seguir a carreira, deve perseguir seus objetivos e se agarrar às oportunidades que aparecem.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/ota-03.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-322" title="ota-03" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/ota-03.jpg" alt="" width="375" height="495" /></a></p>
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		<title>Anita Costa Prado &#8211; A Mãe da Katita</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jun 2012 14:40:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio da Silva Barbosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A primeira personagem lésbica de quadrinhos chegou e ficou. A Katita nem precisa se apresentar, mas e sua mãe? Quem a gerou, a concebeu e a criou? Essa é outra personagem de peso, mas do mundo real. Está por este mesmo mundo em que nós andamos. Por acaso fizemos contato e logo que descobri com [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira personagem lésbica de quadrinhos chegou e ficou.</p>
<p><span id="more-198"></span></p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/katita-01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-202" title="katita-01" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/katita-01.jpg" alt="" width="610" height="251" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A Katita nem precisa se apresentar, mas e sua mãe? Quem a gerou, a concebeu e a criou? Essa é outra personagem de peso, mas do mundo real. Está por este mesmo mundo em que nós andamos. Por acaso fizemos contato e logo que descobri com quem falava não pude deixar de pedir uma entrevista.</p>
<p style="text-align: justify;">- Fala, Professora Anita. Diz aí:<br />
- De editora do Fanzine Gospel a criadora da primeira personagem lésbica para quadrinhos. Mudança radical ou duas faces da mesma moeda?<br />
Duas faces da mesma moeda. Mas podem surgir outras. Como seres humanos, temos multiplicidade; inúmeras &#8220;faces&#8221;, de acordo com o momento vivido.</p>
<p style="text-align: justify;">- Falando na Katita, como vão as coisas para ela?<br />
Vão relativamente bem. Sem grandes tiragens, mas com interesse crescente por parte de novos leitores, além dos que a Katita já conquistou. Na internet, vários sites reproduzem suas tiras e ilustrações, além do blog (Cafofo da Katita).</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/katita-02.jpg"><img title="katita-02" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/katita-02.jpg" alt="" width="610" height="260" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">- E a poesia?<br />
A poesia está presente no meu cotidiano e atualmente faço poemetos para divulgação virtual. Em publicação, o maior estímulo é da Editora da Tribo que publica anualmente uma agenda poética. É o Livro da Tribo, com uma tiragem abrangente, reunindo poetas nas páginas coloridas e ilustradas.</p>
<p style="text-align: justify;">- Há um tempo atrás também rolou uma participação no calendário Chabanais. Conte um pouco sobre o que é e qual o principal objetivo desta iniciativa.<br />
O Calendário Chabanais escolhe anualmente pessoas ligadas ao combate a homofobia, seja na arte, no cotidiano e na militância.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/katita-03.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-204" title="katita-03" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/katita-03.jpg" alt="" width="484" height="356" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Recebi o convite para participar da edição de 2011, que foi lançada na Parada Gay do Rio de Janeiro e aceitei figurar nos meses de março e abril.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mesmo com toda a luta, o preconceito continua forte. Qual a principal causa e qual o melhor caminho para combater o preconceito?<br />
A causa para o preconceito é obviamente a ignorância gerando intolerância e conceitos equivocados. A luta contra o preconceito está crescendo e dando maior notoriedade ao tema na mídia. O melhor caminho é a união, as articulações políticas, eventos e protestos contra a homofobia. Por outro lado, são necessárias ações no cotidiano de cada um, para uma convivência harmoniosa entre as pessoas, independente da orientação sexual.</p>
<p style="text-align: justify;">- Artista e militante: Onde começa uma e acaba a outra?<br />
Só artista. rs Não sou militante, mas pelo meu trabalho com a Katita e na literatura, acabo sendo confundida como militante. A militância faz um trabalho árduo, contínuo e admirável. Sou apenas uma escritora e roteirista de quadrinhos.</p>
<p style="text-align: justify;">- Uma semente para plantarmos na cabeça do leitor:<br />
Deixe germinar a aceitação, a harmonia e o conhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://cafofodakatita.blogspot.com.br/" target="_blank"> http://cafofodakatita.blogspot.com.br/</a></p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/katita-04.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-205" title="katita-04" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/katita-04.jpg" alt="" width="534" height="354" /></a></p>
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		<title>Entrevista com Márcio Júnior sobre a animação Ogro</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 19:16:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio da Silva Barbosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Baseado na estória em quadrinhos O Ogro, de Julio Shimamoto, a animação é uma grande homenagem a esse nome dos quadrinhos nacionais. Para nos falar um pouco mais sobre o assunto, Márcio Júnior (um dos responsáveis pelo projeto) dispôs-se a responder algumas perguntas. - Quando vocês pensaram em fazer uma animação, a idéia de ser [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Baseado na estória em quadrinhos O Ogro, de Julio Shimamoto, a animação é uma grande homenagem a esse nome dos quadrinhos nacionais.<span id="more-398"></span></p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/ogro-01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-399" title="ogro-01" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/ogro-01.jpg" alt="" width="610" height="344" /></a></p>
<p>Para nos falar um pouco mais sobre o assunto, Márcio Júnior (um dos responsáveis pelo projeto) dispôs-se a responder algumas perguntas.</p>
<p>- Quando vocês pensaram em fazer uma animação, a idéia de ser em cima da estória O Ogro já estava concebida ou ocorreram outras possibilidades?<br />
Sou um apaixonado pelos quadrinhos brasileiros e, desde sempre, sonhava em transpor clássicos das nossas HQs de terror para o formato de curtas metragens em animação. Na minha cabeça, tais HQs são roteiros prontos para cinema, com um grafismo incrível, belíssimo, vindo dos pincéis de nossos mestres. Eu vejo uma espécie de santíssima trindade dos quadrinhos de terror nacionais: Jayme Cortez, Flavio Colin e Julio Shimamoto. São gigantes das artes gráficas!!! A ideia de começar pelo Shima foi dada pela amizade desenvolvida com ele e pela possibilidade de prestar essa homenagem ainda em vida. Cortez e Colin já se foram, mas o Shima taí, aos 72 anos, firme e forte, produzindo. Nada mais natural começar esse projeto pelo nosso samurai das HQs.</p>
<p>- E por que O Ogro?<br />
O Ogro é uma HQ sensacional, roteirizada pelo Antônio Rodrigues, onde o Shima inaugurou uma nova fase em sua carreira. Ali ele desenhou com tinta branca sobre cartolina preta, antecipando em mais de uma década o que o Frank Miller viria a fazer em Sin City. A atmosfera densa e expressionista atingida ali é um ponto alto das HQs naionais do período. Mas o principal motivo por termos escolhido O Ogro em particular é que ela foi uma sugestão do próprio Shimamoto.</p>
<p>- Vocês chegaram a pensar em colorir a obra nesse novo formato?<br />
De forma alguma. Os quadrinhos de terror eram em preto e branco e nisso residia grande parte de sua força. Shima é um mestre do claro-escuro e fizemos de tudo para garantir que seu estilo estivesse presente em cada frame do filme. Quase ficamos loucos (principalmente o fabuloso animador Wesley Rodrigues), mas acho que o resultado final mostra que fomos bem sucedidos em relação a este desafio.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/ogro-02.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-400" title="ogro-02" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/ogro-02.jpg" alt="" width="610" height="458" /></a><br />
- Como se dá essa transformação do quadrinho pra a animação?<br />
Tudo começa com adaptações de roteiro e criação de um storyboard. O mais importante pra gente foi manter o grafismo do Shima e a atmosfera densa da HQ.</p>
<p>- Além dessa empreitada, vocês já vinham lutando em outras frentes (banda, zine&#8230;). Fale sobre elas.<br />
São muitas coisas distintas. Monstro Discos, banda Mechanics, Escola Goiana de Desenho Animado, Mostra TRASH, HQs, etc, etc, etc&#8230; O google ajuda a dar uma geral nesse panorama. Eu e Márcia Deretti (minha esposa, que dirige o filme junto comigo), somos produtores culturais e acabamos de criar a Marte Produções, que assina o filme. Nossa vida tá focada nisso: viver de produção cultural.</p>
<p>- Trabalhar com meios alternativos e independentes é sempre uma dificuldade, mesmo assim a galera não para de produzir. O por que da insistência em caminhar por esses meios?<br />
Porque são meios possíveis e que garantem a integridade daquilo que se quer produzir. Somos profissionais, mas tudo que fazemos se dá, primordialmente, pelo prazer estético e pela crença na Cultura como um poderoso agente transformador da sociedade e do indivíduo. Amamos o que fazemos e queremos viver disso, sem ter que abrir mão das nossas visões artísticas.</p>
<p>- Para quem ainda não teve oportunidade de assistir a animação: O que o pessoal que já conhece a HQ pode esperar dessa nova versão de O Ogro?<br />
Uma devotada homenagem ao talento do genial julio Shimamoto.</p>
<p>- E os que não conhecem?<br />
Um filme de terror gótico expressionista e uma porta de entrada para o universo dos quadrinhos brasileiros.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/2012/03/entrevista-com-marcio-junior-sobre-a-animacao-ogro/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/ogro-03.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-401" title="ogro-03" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/ogro-03.jpg" alt="" width="610" height="840" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista com Laerte Coutinho</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 19:07:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio da Silva Barbosa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Laerte Coutinho]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista com o criador das histórias dos Piratas do Tietê, Hugo, Gato e Gata, Condomínio, Fagundes, Overman, Los 3 Amigos, Os Palhaços Mudos, entre outros. - Antes de mais nada, obrigado por existir e me responder com tanta presteza. Sem Você, o Glauco e o Angeli, não seria quem sou hoje. Obrigado por existir. Isso [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/laerte-00.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-392" title="laerte-00" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/laerte-00.jpg" alt="" width="594" height="175" /></a></p>
<p>Entrevista com o criador das histórias dos Piratas do Tietê, Hugo, Gato e Gata, Condomínio, Fagundes, Overman, Los 3 Amigos, Os Palhaços Mudos, entre outros.</p>
<p><span id="more-388"></span></p>
<p>- Antes de mais nada, obrigado por existir e me responder com tanta presteza. Sem Você, o Glauco e o Angeli, não seria quem sou hoje.<br />
Obrigado por existir. Isso é doido. Eu não tinha escolha, Fabio!</p>
<p>- Em primeiro lugar, gostaria de satisfazer uma dúvida de muitos: O que aconteceu com aquelas maravilhosas revistas em quadrinhos dos anos 80?<br />
As revistas dos anos 80 faliram nos anos 90. Assim, bem resumido, eram projetos muito precários do ponto de vista empresarial, ainda que importantes como expressão cultural. As histórias em quadrinho, como tendência, buscaram o caminho das livrarias.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/laerte-01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-389" title="laerte-01" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/laerte-01.jpg" alt="" width="610" height="407" /></a></p>
<p>- Você conseguiu construir personagens inesquecíveis em sua tragetória. Piratas do Tietê e os Gatinhos são apenas alguns exemplos deste universo. Como se dá o nascimento destas criaturas?<br />
Não sinto que a criação de personagens seja a parte mais forte no que eu faço. Mantive vários deles meio que por conveniência, porque, no contexto dos quadrinhos, personagens são um elemento muito reconhecido. Em geral, minhas melhores experiências são personagens que nasceram dentro de histórias, em situações onde faziam sentido naquele momento. Alguns deles sobreviveram a esse momento e tiveram uma certa vida..</p>
<p>- Você sempre diz que utiliza personagens clichês, mas acho todos eles únicos. Como o clichê assume esse perfil diferenciado?<br />
Em personagens como os Piratas, Deus, Overman, usei a representação mais comum em que pude pensar. Minha intenção era a de que os leitores não tivessem a menor hesitação em fazer uma classificação inicial da idéia. O que se passa a seguir é um jogo que me agrada muito: transformar, transportar conteúdos, trocar significados. Fazer dos Piratas moradores da megalópole atual, de Deus uma pessoa comum, de um super-herói alguém inserido no cotidiano prosaico.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/laerte-02.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-390" title="laerte-02" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/laerte-02.jpg" alt="" width="400" height="305" /></a></p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/laerte-03.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-391" title="laerte-03" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/laerte-03.jpg" alt="" width="500" height="140" /></a></p>
<p>- Fale sobre &#8220;Deus segundo Laerte&#8221;.<br />
Como disse, parti do deus único da mitologia católica, da representação arquetípica de um velho senhor todo-poderoso, e tratei-o como uma pessoa comum, com reações que misturam a metafísica e as terrenidades. Outros elementos da mitologia e da história das religiões acabaram frequentando as histórias: santos, anjos, demônios, Jesus, Buda etc. As reações &#8211; vindas de pessoas de várias correntes religiosas &#8211; a esse trabalho, foram muito positivas, em geral..</p>
<p>- E a parceria com o Glauco e o Angeli?<br />
Conheci o Angeli antes, quando nós dois começávamos a publicar por aí. O Glauco apareceu num dos primeiros salões de humor em Piracicaba e logo sentimos uma identificação forte com ele. O Angeli foi quem criou os veículos da nossa parceria &#8211; na Folha de São Paulo e na Chiclete com Banana.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/laerte-04.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-393" title="laerte-04" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/laerte-04.jpg" alt="" width="500" height="364" /></a></p>
<p>- Com toda tecnologia atual, o que mudou no mundo das ilustrações.<br />
Pergunta difícil, pra mim. Melhor perguntar para um ilustrador. Sou autor de pouca técnica… Pra mim, a tecnologia teve maior importância na agilidade com que passei a fazer e enviar meus trabalhos. Na possibilidade de trabalhar em casa, por exemplo.</p>
<p>- Qual o melhor caminho para cartunistas iniciantes?<br />
Não sei responder de modo genérico. Prefiro ver o trabalho do iniciante e dar meus palpites. Varia muito, essa é a verdade.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/laerte-05.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-394" title="laerte-05" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/laerte-05.jpg" alt="" width="610" height="169" /></a></p>
<p>- Quais os próximos projetos do Laerte? O que está por vir?<br />
Não tenho mais projetos, Fabio. O que está por vir é o que já está vindo…<br />
Beijo!</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/laerte-06.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-395" title="laerte-06" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/laerte-06.jpg" alt="" width="575" height="798" /></a></p>
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		<title>Entrevista com Adriana Yumi &#8211; Yumi Moony</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 18:56:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio da Silva Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Fabio da Silva Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[Adriana Yumi]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Química]]></category>
		<category><![CDATA[Yumi Moony]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Acredito que a melhor coisa em produzir HQs é poder passar uma mensagem para a pessoa que está lendo.&#8221; &#8211; Adriana Yumi Adriana Yumi (Yumi Moony) tem 24 anos, estuda Química (faculdade) e produz o fanzine Sigma Pi (http://sigmapi-project.blogspot.com/). Batemos um papo com essa produtora da nova safra de quadrinhos para ver a quantas andam [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Acredito que a melhor coisa em produzir HQs é poder passar uma mensagem para a pessoa que está lendo.&#8221; &#8211; Adriana Yumi<span id="more-373"></span></p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/yumi-00.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-374" title="yumi-00" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/yumi-00.jpg" alt="" width="610" height="324" /></a></p>
<p>Adriana Yumi (Yumi Moony) tem 24 anos, estuda Química (faculdade) e produz o fanzine Sigma Pi (<a href="http://sigmapi-project.blogspot.com/" target="_blank">http://sigmapi-project.blogspot.com</a>/). Batemos um papo com essa produtora da nova safra de quadrinhos para ver a quantas andam os trabalhos dessa nova geração.</p>
<p>- Fale um pouco sobre suas produções.<br />
Eu faço um fanzine em estilo mangá, chamado Sigma Pi. Comecei este trabalho no fim de 2009 e trata-se de uma história que envolve comédia, romance e um pouco de divulgação científica na área de química. Tudo nos moldes de mangás &#8216;shoujo&#8217; (voltados mais para o público feminino). Estão previstas em torno de 10 edições no total.<br />
Quem quiser saber mais sobre meu trabalho, visite o blog do fanzine: <a href="http://sigmapi-project.blogspot.com/" target="_blank">http://sigmapi-project.blogspot.com/</a></p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/yumi-01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-375" title="yumi-01" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/yumi-01.jpg" alt="" width="610" height="310" /></a></p>
<p>- O que despertou você para esse universo?<br />
Sempre gostei de ler HQs, em especial tiras, quadrinhos Disney e mangás. Mas, começar a produzir minhas HQs e levar os quadrinhos a sério mesmo foi somente quando comecei o Sigma Pi, quando decidi que ia levar um projeto de quadrinhos até o fim, pois, até aquela época, eu encarava desenhar e fazer quadrinhos como um hobby e não procurava melhorar minha técnica/narrativa. Hoje em dia, minha visão sobre quadrinhos mudou bastante. Aprendi muito fazendo este fanzine e espero poder aprender e evoluir muito mais.</p>
<p>- O que é e como funciona o círculo das HQs?<br />
O círculo de HQs é um projeto que visa estimular a leitura de HQs nacionais, assim como a sua divulgação. Dez leitores sorteados irão ler uma HQ do nosso acervo e fazer uma resenha sobre ela para ser postada no site e em seus blogs pessoais. A HQ irá passar de leitor para leitor via correio e as regras para o círculo já estão divulgadas no site: http://www.quadrinize.com/circulo-das-hqs/<br />
Aceitamos críticas e sugestões, bem como os autores que quiserem enviar um dos seus exemplares para participar do círculo.</p>
<p>- Como funciona o Quadrizine e como você começou a atuar nele?<br />
O Quadrinize (<a href="http://www.quadrinize.com/" target="_blank">http://www.quadrinize.com/</a>) é um site voltado para a produção de quadrinhos em geral. Contamos com matérias sobre criação de personagens, roteiros, clichês, alguns tutoriais e exercícios para ajudar o iniciante a melhorar suas histórias e técnicas de desenho.<br />
Comecei a atuar como colaboradora do site após ver um anúncio no mesmo. Estavam precisando de pessoas para ajudar a fazer as matérias e resolvi entrar falando sobre guias e tutorias de programas.</p>
<p>- Qual a melhor coisa em produzir HQs?<br />
Acredito que a melhor coisa em produzir HQs é poder passar uma mensagem para a pessoa que está lendo. Passar uma visão de como você vê o mundo. Para mim, as HQs não são apenas um meio de entretenimento. Elas podem ser muito mais do que isso. Podem ser informativas e também podem nos dar boas reflexões sobre os diversos aspectos do mundo e, principalmente, sobre as pessoas.</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/yumi-02.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-376" title="yumi-02" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/yumi-02.jpg" alt="" width="610" height="432" /></a></p>
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		<title>Entrevista com Fabio Moraes, criador do blog Jayme Cortez</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 18:58:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio da Silva Barbosa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Fabio da Silva Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[Fabio Moraes]]></category>
		<category><![CDATA[Jayme Cortez]]></category>

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		<description><![CDATA[Site homenagea Jayme Cortez por sua grande contribuição para os quadrinhos nacionais. Nascido em Portugal (1926) e vindo para o Brasil aos 21 (1947), Jayme Cortez deixou seu nome registrado nos quadrinhos nacionais e em diversas outras formas de expressão. Um blog foi lançado (http://jaymecortez.blogspot.com/) e conversamos com um dos criadores desse projeto (Fabio Moraes), [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/01/cortez-00.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-386" title="cortez-00" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/01/cortez-00.jpg" alt="" width="610" height="212" /></a><br />
Site homenagea Jayme Cortez por sua grande contribuição para os quadrinhos nacionais.</p>
<p><span id="more-379"></span></p>
<p>Nascido em Portugal (1926) e vindo para o Brasil aos 21 (1947), Jayme Cortez deixou seu nome registrado nos quadrinhos nacionais e em diversas outras formas de expressão. Um blog foi lançado (<a href="http://jaymecortez.blogspot.com/" target="_blank">http://jaymecortez.blogspot.com/</a>) e conversamos com um dos criadores desse projeto (Fabio Moraes), que nos contou um pouco mais sobre essa ideia e sobre esse mestre das imagens chamado Cortez. Logo estará sendo lançada uma animação sobre a principal estória de Cortez (O Retrato do Mal) e um livro também está a caminho. Por enquanto, vamos nos informando um pouco mais sobre tudo isso:</p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/cortez-01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-380" title="cortez-01" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/cortez-01.jpg" alt="" width="610" height="424" /></a></p>
<p>- Por que Jayme Cortez, como brotou a ideia e qual o maior objetivo do blog?<br />
Conversando com o Jayminho, filho do Cortez, tivemos a ideia de fazer um site para divulgar a obra do pai, mas como nós não dominamos html, resolvemos fazer um blog, que pelo menos entendo um pouco e, por enquanto, atende aos nossos objetivos.<br />
O blog faz parte de um projeto maior que é a publicação do livro de arte que estou escrevendo sobre a vida e, principalmente, a obra de Jayme Cortez, ainda sem data para lançamento.<br />
O maior e único objetivo do blog é divulgar a vida e obra do Cortez, mostrando ao grande público imagens, artes e fotos, apresentando assim, várias facetas do artista totalmente desconhecidas, como por exemplo, as tapeçarias, feitas em conjunto com D.Edna Cortez, e as litografias.</p>
<p>- Como se deu o trabalho de pesquisa para a construção do blog?<br />
Faço essa pesquisa sobre a vida e a obra do Cortez a mais de 25 anos. Nesse tempo, digitalizei em alta quase todo o acervo da família do Jayme, originais, revistas, fotos&#8230; Isso ajudou muito e tornou viável a construção do blog, embora não seja tarefa fácil, pois trabalho nas minhas horas vagas e muitas vezes durante as madrugadas.<br />
O blog é 90% visual, pois é justamente essa a ideia: mostrar muita imagem e apenas os textos mais relevantes, já que existem biografias feitas por pessoas muito mais capacitadas e conhecedoras de Jayme Cortez do que eu, como o Prof. Álvaro de Moya, Reinaldo de Oliveira, apenas para citar alguns nomes de peso.</p>
<p>- Observei que vocês aceitam colaborações. Como colaborar?<br />
Precisamos realmente da ajuda de colaboradores, pois apesar de termos um material razoável, nos falta muita, mas muita coisa ainda. Principalmente capas de revistas impressas. Queremos que esse blog seja referência em termos de qualidade e quantidade, e como o Cortez produziu muito, precisamos da ajuda de todos. Então, solicitamos que os amigos nos ajudem, enviando a maior quantidade de material possível, capas, quadrinhos, fotos ou textos para : jaymecortez@gmail.com.<br />
Lembrando que todo o material recebido terá o devido crédito postado.</p>
<p>- Como definir um artista tão diverso?<br />
Cortez é um artista completo, de diversos estilos e todos inconfundíveis. Dono de mão extremamente segura, desenho marcante e técnicas absolutamente sensacionais e inovadoras, que estavam bem a frente do seu tempo.<br />
Trabalhou nos mais diversos campos da comunicação. Fez ilustração, quadrinhos, capa de disco, cartazes de cinema, dirigiu comerciais de TV, foi editor e diretor de arte, atuou em propagandas e filmes para TV e cinema, fez tapeçaria, litografia&#8230;Enfim, um profissional mutli-mídia.</p>
<p>- Qual a maior herança deixada por ele?<br />
Jayme Cortez é o pai de toda uma geração de artistas e uma referência profissional. Deu oportunidade e ensinou muita gente. Divulgou e defendeu, como ninguém, nossos quadrinhos. Foi nosso representante em inúmeras exposições e congressos pelo mundo afora. A maior herança que Cortez nos legou foi o amor a profissão, o carinho aos amigos e o grande desprendimento que tinha em ajudar os iniciantes.<br />
Sendo assim, só nos cabe render esta pequena homenagem a quem tanto fez pelos quadrinhos e ilustração neste país.</p>
<p><a href="http://jaymecortez.blogspot.com/" target="_blank">http://jaymecortez.blogspot.com</a></p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/cortez-02.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-381" title="cortez-02" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/cortez-02.jpg" alt="" width="610" height="845" /></a></p>
<p><a href="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/cortez-03.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-382" title="cortez-03" src="http://www.quadrinho.com/2012/wp-content/uploads/2012/06/cortez-03.jpg" alt="" width="610" height="878" /></a></p>
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