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Boogiepop Phantom – Um anime pra lá de complexo

Taí um anime, que fiquei na dúvida se indico ou não para os demais verem. Por ser uma história pra lá de complexa * Sendo comparada a Serial Experiments Lain, esse foi o motivo real da minha dúvida.  Um dos fatores a pensar sobre BPP * Abreviando do nome Boogiepop Phantom, é a questão do anime inteiro com os seus 12 episódios não contar com um personagem principal efetivo. Tudo em torno do mesmo, narram os fatos à partir de cronologias de tempo, que cabe ao telespectador a façanha de ligar os pontos que fazem entender a trama. Isso é um pouco complexo de cara, mas a verdadeira obra-prima deste anime é justamente esse. Montar o quebra-cabeças da sua história.

A história gira em torno após um feixe de luz surgir em uma cidade. Logo após esse fato, tudo começa a mudar na vida das pessoas que viram esta luz ou aquelas, envolvidas nisto. No 1º episódio, aparece uma menina bastante tímida chamada Moto. Até então, todos podem pensar : Essa é a protagonista da história. Na verdade, foi a que mais sumiu no anime. Os personagens que mais aparecem é a morte em si, caracterizada pelo nome de Boogiepop Phantom e uma estudante que volta e meia aparece tentando ligar os pontos à partir das mortes de outros alunos e situações do tipo.

É um anime complexo. As cenas às vezes voltam. É uma cronologia que não necessariamente seguem uma ordem. Elas mudam entre o que é após isso ou antes, cabendo a quem vê ligar os pontos com os personagens e entender o que está acontecendo. O anime tem uma cor meio retrô. Não são cores vivas ou algo do tipo, mais uma vez lembrando Lain. São cores como se estivessem volta e meia no passado mesmo sendo narradas ou uma história documentada. * Uma visão que eu particulamente tive.

Uma outra questão sobre o anime fica em torno de sua filosofia. O passado fica evidenciado não só como uma lembrança, mas como algo que não pode ser perdido. À partir do momento que você começa a se questionar demais sobre isso, a figura de uma criança vestida de arqueiro ou algo do gênero,  lhe entrega um balão, na qual você desliga do seu mundo real e vai para o mesmo plano de quando você era uma criança. O sentido seria, não apague da sua memória as boas lembranças, não deixe o seu passado para trás, ou fique preso nele para sempre. Como muitos ali ficaram. Isto é complexo, por ser filosofia e cada um teria o seu ponto de vista. Mas, o passado no anime não é mostrado como nostalgia apenas ou algo bom. É mostrado que você hoje em dia é um adulto e não tem mais aquele sentimento puro de uma criança. Nas cenas finais mostra o grupo de crianças falando mais alto. É um adulto! Isso seria uma onfensa para elas, perdendo esta qualidade que as tiveram “presas por lá”.

Não somente isso. O anime tem ótimas cenas, envolve uma trama interessante e ótima para quem pretende ver outros gêneros no campo da animação e afins. Lembra um pouco Lost pelo lado dos personagens. Cada um é ligado pelo outro sem o mesmo saber às vezes. É uma teia de aranha assim vamos dizer, que o telespectador precisa ligar. Por que o anime, não se preocupa em explicar isso. * Para mim, um ponto forte. Pois melhor um anime que você pense ou queime o cérebro de tanto pensar, do que uns que só ficam em porradinhas e lutas sem precisar entender ou pensar em nada. Nada contra, mas anime de verdade não é somente isso aí não. Um bom anime, você pensa, analisa e tira as suas próprias conclusões. E isso, é o caso de Boogiepop Phantom.

O anime possui 12 episódios, sendo transmitido aqui no Brasil pelo saudoso canal Lomocomotion e no Japão, exibido na TV Tokyo de 6 de janeiro de 2000 até 21 de março de 2000.

 Igor Chiesse é jornalista, redator e cartunista.

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Vale à pena ver : Zetman

Dessa nova safra de animes, pode-se dizer que Zetman foi um dos que mais me impressionaram por seu conjunto da obra. Aliás, já se inicia com um grande nome por ser tratar de uma obra de Masakazu Katsura * Criador de Video Girl Ai, Iria, Zeiram, DNA², etc.

Com apenas 13 episódios, Zetman é um anime que mistura drama, conflitos psicológicos e ótimas lutas. Os personagens em si, casam perfeitamente com a harmonia do enredo e não deixam suas identidades reveladas de imediato. A cada etapa, um novo entendimento sobre eles  (Se é que podemos chamar assim), nos é mostrada.

A história gira em torno das Corporações Amagi que criaram Players * Justamente isso aí, para brigarem entre si e serem uma fonte de diversão dos ricaços. O problema é que logicamente, isso não iria ser pacífico por toda uma eternidade. Eles se cansaram e rebelaram-se contra a corporação e decidiram viver no meio dos humanos, com formas humanas. * Não deixando pistas de que fazem parte dos Evol. Esses, são um grupo compostos por Players que querem permanecer em nosso mundo. Alguns, muito poucos aliás conforme vemos no anime, querem ficar aqui de forma pacífica e apenas continuar vivendo com formas humanas. Outros, como Haitani e seus seguidores, acham que os humanos não merecem viver e que a extinção é o melhor caminho.

Mas, espera aí. Onde entra o Zetman na história? Aí que está “Pequeno spoiler”. Zetman é um player também que muitos juram ser o “ charisma ” – Líder deles que tanto procuram. O problema é o seu hospedeiro de forma humana, Jin. Este , apenas quer viver sem fazer parte de algum plano da Evol ou ser o líder dos players. Tudo faz lembrar um grande jogo, na qual o certo e o errado estão frente a frente e somente com o desenrolar dos episódios, podemos ver que tudo se iniciou juntamente com as corporações Amagi. As batalhas, dramas psicológicos envendo o Aplhas / Kouga em seu senso de justiça quase que delirantemente, fazem o anime ter mais um valor no seu currículo. Detalhes também para a trilha sonora do anime. Em todas as cenas, sejam elas de luta ou mais emotivas, as mesmas casam perfeitamente com o ambiente * A cena final nos mostra esta observação.

Finalizando :

2012 no mundo dos animes já merece ser comemorado por Zetman. Uma pena ser tão curto. Mas quando a isso não tem tantos problemas. Melhor ser curto e eficaz, do que longo e arrastado.  E conforme o título desta coluna, vale à pena ver. E vale, muito!

* Abertura e Encerramento do anime logo abaixo.

Imagem de Amostra do You Tube Imagem de Amostra do You Tube

 

Igor Chiesse é jornalista, redator e cartunista.

 

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Vale à pena ler e ver : Akira

Talvez seja o melhor anime já feito e o melhor mangá já criado. Isto, depende muito da ótica de quem avalia, porém com certeza entre os fãs de animes e mangás, Akira é uma unanimidade em termos de qualidade, enredo, traços primorosos e uma importância única no marco da era dos animes e mangás em todo o mundo.  Tanto o mangá quanto ao anime, são obras do criador máximo e cultuado Katsuhiro Otomo, na qual conseguiu transformar o seu mangá e anime no mais clássico e cultuado estilo cyberpunk.

Sobre a história :  O ano é 2019 e Tokyo (hoje chamada de Neo Tokyo) já fora abalada por uma Terceira Guerra Mundial. Gangues de motoqueiros povoam uma nova cidade aterrorizada por grupos anti-governamentais. Kaneda é o líder de uma dessas gangues, e certa noite ele é avisado que um grupo rival invadiu seu território. Seu grupo sai à caça do grupo rival (chamado de “Palhaços”) e, durante a perseguição, um dos membros de seu grupo acaba se desgarrando. Este membro desgarrado, Tetsuo, sofre um acidente misterioso, e acaba sendo presa de um coronel com sede de poder e de um doutor meio paranóico. Numa tentativa de livrar seu jovem amigo, Kaneda acaba por se envolver com um grupo de anarquistas. Ele, juntamente com uma jovem chamada Kay, parte para tentar ajudá-lo. Neste meio tempo, Tetsuo se torna vítima de uma série de experiências, as quais tentam fazer com que ele desenvolva uma espécie de poder psíquico. Esta força surpreendente e assustadora acaba por enlouquecê-lo aos poucos, fazendo com que ele comece a perder o auto-controle. O poder é comparado ao de “Akira”, o qual era uma experiência revolucionária que resultou no desastre conhecido como “A Terceira Grande Guerra”. Agora todos devem se unir para evitar uma nova tragédia de proporções mundiais.

Sobre os mangás : Aqui no Brasil, os mangás foram publicados pela editora Globo em meados da década de 90 ( início ) e no Japão, pela editora Kodansha entre 1982 até 1990, com o número final de  6 edições.  Ainda sobre os mangás de Akira, acredito que o relançamento em alguma editora publicando Akira novamente, seria algo muito bom para os fãs antigos e até mesmo para os novos, que às vezes não conhecem sobre o primoroso trabalho de Katsuhiro Otomo  ( Embora ache difícil algum fã de anime, não conhecer nem de nome o anime ).

O longa baseado no mangá, teve produção da Tokyo Movie, com 124 minutos, com direção e roteiro de Katsuhiro Otomo e com ano de lançamento em 1988.

Akira, é um excelente mangá, um excelente filme, que com certeza merece ser lido, visto e aplaudido de pé, diante ao maravilhoso trabalho que o seu criador ( Katsuhiro Otomo ) conseguiu inserir entre os tops do mundo e um clássico no gênero cyberpunk.

Igor Chiesse é jornalista, redator e cartunista.