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Vale à pena ler e ver : Akira

Talvez seja o melhor anime já feito e o melhor mangá já criado. Isto, depende muito da ótica de quem avalia, porém com certeza entre os fãs de animes e mangás, Akira é uma unanimidade em termos de qualidade, enredo, traços primorosos e uma importância única no marco da era dos animes e mangás em todo o mundo.  Tanto o mangá quanto ao anime, são obras do criador máximo e cultuado Katsuhiro Otomo, na qual conseguiu transformar o seu mangá e anime no mais clássico e cultuado estilo cyberpunk.

Sobre a história :  O ano é 2019 e Tokyo (hoje chamada de Neo Tokyo) já fora abalada por uma Terceira Guerra Mundial. Gangues de motoqueiros povoam uma nova cidade aterrorizada por grupos anti-governamentais. Kaneda é o líder de uma dessas gangues, e certa noite ele é avisado que um grupo rival invadiu seu território. Seu grupo sai à caça do grupo rival (chamado de “Palhaços”) e, durante a perseguição, um dos membros de seu grupo acaba se desgarrando. Este membro desgarrado, Tetsuo, sofre um acidente misterioso, e acaba sendo presa de um coronel com sede de poder e de um doutor meio paranóico. Numa tentativa de livrar seu jovem amigo, Kaneda acaba por se envolver com um grupo de anarquistas. Ele, juntamente com uma jovem chamada Kay, parte para tentar ajudá-lo. Neste meio tempo, Tetsuo se torna vítima de uma série de experiências, as quais tentam fazer com que ele desenvolva uma espécie de poder psíquico. Esta força surpreendente e assustadora acaba por enlouquecê-lo aos poucos, fazendo com que ele comece a perder o auto-controle. O poder é comparado ao de “Akira”, o qual era uma experiência revolucionária que resultou no desastre conhecido como “A Terceira Grande Guerra”. Agora todos devem se unir para evitar uma nova tragédia de proporções mundiais.

Sobre os mangás : Aqui no Brasil, os mangás foram publicados pela editora Globo em meados da década de 90 ( início ) e no Japão, pela editora Kodansha entre 1982 até 1990, com o número final de  6 edições.  Ainda sobre os mangás de Akira, acredito que o relançamento em alguma editora publicando Akira novamente, seria algo muito bom para os fãs antigos e até mesmo para os novos, que às vezes não conhecem sobre o primoroso trabalho de Katsuhiro Otomo  ( Embora ache difícil algum fã de anime, não conhecer nem de nome o anime ).

O longa baseado no mangá, teve produção da Tokyo Movie, com 124 minutos, com direção e roteiro de Katsuhiro Otomo e com ano de lançamento em 1988.

Akira, é um excelente mangá, um excelente filme, que com certeza merece ser lido, visto e aplaudido de pé, diante ao maravilhoso trabalho que o seu criador ( Katsuhiro Otomo ) conseguiu inserir entre os tops do mundo e um clássico no gênero cyberpunk.

Igor Chiesse é jornalista, redator e cartunista.

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Vale à pena ler: Lobo Solitário

 

 

Existem 2 mangás publicados no Brasil que figuram entre o que é o clássico e o cult. São eles, Akira e Lobo Solitário. Sobre o Akira, falarei no próximo post um pouco sobre o mangá e posteriormente sobre o excelente e cultuado ícone na versão do anime em estilo cyberpunk. Agora, Lobo Solitário é sem dúvidas um mangá que não passou aqui ao acaso sem deixar marcas.

Lobo Solitário (em japonês: Kozure Ōkami ) é um mangá no estilo gekiga que começou a ser publicado no ano de 1970 no Japão, pela dupla de autores Kazuo Koike ( criação e roteiro ) e  Goseki Kojima ( arte e concepção ).

Mesmo tendo sido publicado em 1988 no Brasil, Lobo Solitário até hoje é lembrado por ser um trabalho mais do que uma simples história em quadrinhos. Muitos o atribuem certamente como um verdadeiro trabalho de arte. A explicação do mangá Lobo Solitário ser tão cultuado até hoje é muito simples;  os autores sabiam prender pelo argumento com ótimas histórias e enredo inteligente, com desenhos belíssimos, considerados por muitos como verdadeiras obras-primas do gênero.

As histórias de Lobo Solitário se passam no Período Edo da história do Japão. Os personagens principais são Itto Ogami, ex-executor do xogum e seu filho Daigoro. A história mostra as incríveis batalhas de Itto Ogami, que passa a andar pelo Japão como um assassino de aluguel, sendo contratado geralmente para matar alvos difíceis e pessoas influentes, após recusar seu próprio suicídio.

No Brasil, a saga do Lobo Solitário começou a ser publicada em 1988 pela editora Cedibra. Porém, somente em 2005, pudemos obter uma coleção completa, seguindo a linha do mangá pela editora Panini, após um longo processo de conversação sobre a publicação do mangá aqui no Brasil.

Os mangás de Lobo Solitário tiverem ao todo 28 volumes no Japão, sendo publicados de setembro de 1970 até abril de 1976.  E diversos filmes, citações e homenagens sobre o mangá foram demonstradas até hoje. Um dos fãs mais famosos é Frank Miller ( cultuado roteirista e desenhista norte-americano ) que fez as capas da edição americana dos mangás da dupla Koike e Kojima.

E quem ainda não conhece, vale a pena procurar na net, caçar com algum amigo que tenha os mangás ou coisas do tipo. É indispensável para qualquer fã de cultura japonesa ou similares. Um clássico e cult, que jamais perdeu o seu brilho, mesmo com o passar dos anos. Muito pelo contrário, isso prova o quanto ele foi e é especial por todo o seu conjunto da obra.

Igor Chiesse é jornalista, redator e cartunista.

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Vale à pena ler: Gon ( mangá de Masashi Tanaka )

 

Uma verdadeira obra prima. Assim pode-se defirnir o mangá de Masashi Tanaki, chamado Gon ( um pequeno dinossauro com uma força descomunal ), que conta com cenários incríveis, enredo muito interessante ( na ótica da predominância e cadeia alimentar da era paleozóica ) e um carisma envolvente que cerca todo o seu universo, apesar não existir qualquer resquício de fala nas suas edições.

O mesmo é descrito e narrado através dos fatos por gestos, emoções, semblantes e momentos de fúria. Afinal, para irritar o Gon, basta pegar algum alimento seu ou até mesmo tocar na sua comida ou aquilo que ele chamaria de comida. Outro ponto interessante do mangá de Masashi Tanaka além da não existência de falas ou elementos que classificam como a tal, fica em torno de sua personalidade. Gon, não é bom nem mau. Ele é simplesmente um dinossauro com apetite voraz que vive os seus instintos, lutando por aquilo que acha ser justo, importante e interessante para ele.

Comprovando esses fatos :

Recentemente acabei de reler uma edição do Gon que saiu pela editora Conrad , chamada : Gon, tubarões e carrapatos. Nesta edição, o seu inimigo ( um tubarão branco ) acaba sendo morto por ele em um duelo do dominante dos mares contra o dominante em terra. No mangá a cena é muito interessante, pois o tubarão estava chorando até o último fio de vida. Ou seja, implorando pela vida ou sabendo de fato que iria morrer. A reação do Gon foi uma demonstração clara da cadeia alimentar dominante. Olhou a lágrima do tubarão e jogou um pedaço de uma banana que ele estava devorando na boca do tubarão com uma lágrima descendo. Logo depois disso, foi dormir rindo por ter conseguido comer uma penca de bananas, que tanto queria. Dormiu depois rindo e satisfeito, ao lado do tubarão morto com uma lágrima descendo.

Muitas pessoas podiam ter pensando que isto é uma maldade, uma forma do personagem ser ruim e afins. Porém, no reino animal não existe o que é o certo nem muito menos o que é o errado. O que vale, é o instinto primitivo.

Gon já foi publicado em diversos países, como EUA, Alemanha, Itália, Espanha, Inglaterra, Indonésia e Hong Kong. No Brasil, foi publicado pela Conrad Editora. E em 1998, Masashi Tanaka ganhou o prêmio Will Eisner, o Oscar das HQ’s , comprovando o sucesso do seu mangá ao redor do mundo, conquistando não apenas o oriente mas também todo o ocidente.

E naturalmente, fica a dica para aqueles que não conhecem esse excelente mangá, dar uma conferida. Não vão se arrepender. O mangá é um primor de excelente qualidade gráfica e histórias boas que nos fazem prender e querer a cada página, mais e mais aventuras do pequeno dinossauro.

Igor Chiesse é jornalista, redator e cartunista.