O Dia do Quadrinho Nacional foi instituído pela Associação dos Quadrinistas e Cartunistas de São Paulo em 1984, e ano após ano manifestações dirigidas a essa linguagem vem acrescentar a comemoração com muita festa em diversas cidades.

A data relembra a primeira história publicada no Brasil em 1869 nas páginas do jornal Vida Fluminense, introduzindo o personagem Nhô Quim do ítalo-brasileiro Angelo Agostini.

Outras cidades do país, como Curitiba (Gibiteca de Curitiba) adotaram a data, que ganha reconhecimento entre os profissionais da área, de fãs e da imprensa cultural.

Em Belo Horizonte, a Associação Cultural Nação HQ comemora a data desde 2006, reunindo artistas e adminiradores das histórias em quadrinhos. Em 2011, BH foi a primeira cidade do país a instituir oficialmente o Dia do Quadrinho Nacional.

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Angelo Agostini
Em São Paulo, Ângelo Agostini, um imigrande italiano, inicia sua carreira desenhando para a revista O Diabo Coxo (1864), onde suas primeiras histórias ilustradas (sem seqüências, nem personagem fixo) e charges foram publicadas. Angelo era conhecido por suas opiniões fortes e críticas a sociedade, sobretudo contra os políticos e a Igreja. Em uma época imperialista e escravocrata, defendeu os ideais abolicionistas e republicanos. Suas caricaturas ganharam fama por serem ofensivas, o que lhe rendeu vários inimigos. Ele enfrentou várias pressões e provocou o primeiro processo contra a imprensa brasileira.

Muda-se para o Rio de Janeiro, e no dia 30 de janeiro de 1869, Agostini publica no jornal Vida Fluminense a primeira história em quadrinhos do Brasil com um personagem fixo: Nhô Quim. “As Aventura de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte” é uma das primeiras tentativas de desenvolver uma narrativa gráfica inovadora com desenhos em sequências e textos em seu rodapé. Contavam as histórias de um jovem de 20 anos, filho único de gente rica que se apaixona por uma pobre moça, Sinhá Rosa. O pai de Nhô Quim, desaprovando o romance, manda o filho para um passeio à Corte, para que ele conheça novos ares e esqueça a pobre moça. Começa assim uma série de desventuras de um homem ingênuo e trapalhão em uma cidade grande. A história é baseado em uma forte crítica do autor ao problemas urbanos da época, dos costumes sociais e política.

 

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